Perguntas frequentes

Onde é o ponto de encontro no dia?

Não há ponto de encontro connosco — somos o seu concierge de reservas, não um tour presencial. Traga o bilhete com código QR que lhe enviaremos por e-mail e dirija-se à entrada do convento no topo da colina acima de Tomar. Os titulares de bilhetes sem filas utilizam o corredor prioritário; o pessoal digitaliza o seu código QR e entra em poucos minutos.

É necessário apresentar documento de identificação à entrada?

Apenas para os bilhetes reduzidos jovem (13–24) e sénior (65+) — traga passaporte ou documento de identificação oficial que comprove a idade. O bilhete adulto normal não requer identificação. Crianças menores de 13 anos entram gratuitamente e não necessitam de bilhete reservado através de nós.

O que é a Charola?

A igreja templária redonda do século XII — o coração original do convento e o edifício que Gualdim Pais ergueu na década de 1180. Trata-se de um polígono de 16 lados que encerra um tambor central octogonal com altar, pintado e dourado no século XVI quando D. Manuel I acrescentou a longa nave manuelina ao seu lado poente. A Charola inspirou-se no Santo Sepulcro e na Cúpula da Rocha em Jerusalém — edifícios que os Templários conheceram da sua presença cruzada no Levante — e é uma das escassas igrejas templárias redondas na Europa.

Quem eram os Cavaleiros Templários?

Uma ordem militar-religiosa fundada em Jerusalém em 1119 para proteger os peregrinos cristãos à Terra Santa. Os Templários tornaram-se os maiores proprietários de terras da Cristandade no final do século XIII e foram dissolvidos pelo Papa Clemente V em 1312, sob pressão de Filipe IV de França. Em Portugal, o Rei D. Dinis recusou-se a confiscar as terras templárias e transferiu-as, em 1319, para uma nova ordem régia de cavalaria — a Ordem de Cristo —, preservando intactos os bens e os membros. O Convento de Cristo em Tomar era a sede templária em Portugal e tornou-se a sede da Ordem de Cristo.

O que é a famosa janela da Sala do Capítulo?

A Janela do Capítulo — a janela da Sala do Capítulo — é uma obra em pedra calcária lavrada na fachada oeste da Sala do Capítulo, executada no início de Quinhentos pela oficina de João de Castilho. Trata-se da peça de cantaria mais exuberante da arquitetura portuguesa e da janela mais fotografada do país: corais densos, cordas entrelaçadas, cabos de âncora, algas retorcidas, esferas armilares e a Cruz da Ordem de Cristo proliferam pela pedra calcária numa demonstração virtuosa da talhagem gótico-final. A janela celebra a riqueza marítima que financiou a expansão quinhentista do convento.

Porque tem o convento tantos claustros?

Cada geração de patronos acrescentou os seus. O Claustro do Cemitério e o Claustro da Lavagem são do século XV (sob o Infante D. Henrique). O Claustro de D. João III — o Claustro Maior, concluído em 1587 sob o mestre arquiteto Diogo de Torralva — é a obra-prima da arquitetura renascentista portuguesa. Outros claustros foram acrescentados sob D. Sebastião, o Cardeal-Rei D. Henrique e Filipe II de Espanha. Em conjunto, fazem do Convento de Cristo o complexo monástico com maior número de claustros em Portugal.

O castelo é separado do convento?

O castelo e o convento formam um único conjunto fortificado contínuo no alto da colina acima de Tomar. As muralhas e a torre de menagem do castelo templário do século XII envolvem os edifícios do convento; é possível percorrer as muralhas exteriores e visitar a torre de menagem com o mesmo bilhete. Os terrenos arborizados no interior das muralhas exteriores — a Mata dos Sete Montes — são de acesso livre e gratuito.

O Infante D. Henrique viveu aqui?

Foi grão-mestre da Ordem de Cristo entre 1420 e 1460 e um importante patrono da expansão do convento. Se residiu efetivamente em Tomar é matéria de debate — as suas residências registadas incluem Lagos, Sagres e Lisboa —, mas a sede administrativa da ordem situava-se aqui e os fundos para os seus projetos de exploração passavam por este complexo. A Cruz da Ordem de Cristo pintada nas velas de todas as caravelas portuguesas provinha deste convento.

Quanto tempo demora uma visita?

A maioria dos visitantes dedica entre 90 minutos e duas horas à visita. A Charola, a nave manuelina e a janela da Sala do Capítulo merecem 45 minutos; os oito claustros outros 45 a 60 minutos; as muralhas e a torre de menagem mais 15 a 20 minutos. Fotógrafos e apaixonados por história passam frequentemente três horas no recinto, incluindo um passeio pelos jardins arborizados.

Qual é a melhor altura do dia para visitar?

A primeira hora após a abertura, de terça a sexta-feira. A Charola apresenta-se no seu esplendor policromado e dourado a meio da manhã, antes de a luz mudar. A janela da Sala do Capítulo está orientada a poente — ao fim da tarde, a pedra calcária esculpida ganha um fulgor dourado. O período de maior afluência situa-se entre o meio da manhã e o início da tarde. Os últimos 90 minutos antes do fecho constituem o segundo melhor momento de tranquilidade.

A igreja ainda se encontra ativa?

A Ordem de Cristo em Tomar foi extinta em 1834, juntamente com todas as ordens religiosas de Portugal. A Charola e a nave manuelina deixaram de ser espaços paroquiais, mas permanecem consagradas e são utilizadas para celebrações ocasionais. Durante a maior parte do ano, todo o complexo funciona como monumento nacional.

É permitido fotografar no interior?

Sim, para uso pessoal, sem flash e sem tripé. O interior da Charola e a janela da Sala do Capítulo são os espaços mais fotografados de todo o complexo. Tripés e fotografia comercial requerem autorização prévia da entidade gestora.

Crianças com menos de 13 anos entram gratuitamente?

Sim. Crianças com menos de 13 anos entram gratuitamente à entrada — não é necessário bilhete nem reserva através dos nossos serviços. Aconselha-se a apresentação de comprovativo de idade caso a altura da criança torne a idade ambígua.

A subida desde a vila de Tomar até ao convento é íngreme?

Sim — o convento situa-se no topo de uma colina e a caminhada de 20 minutos desde a estação ferroviária inclui uma subida vertical de 100 metros por ruas empedradas e um último troço por um caminho arborizado. A maioria dos visitantes independentes sobe de táxi a partir da vila e desce a pé. Os condutores devem utilizar o parque de estacionamento próprio do convento, junto ao portão de entrada. A descida através da Mata dos Sete Montes é agradável e sombreada no verão.

E se chover no dia da minha visita?

A Charola, a nave manuelina, a Sala do Capítulo e os claustros maiores são todos cobertos. As muralhas do castelo e os terrenos arborizados exteriores estão ao ar livre. Em caso de chuva intensa, ainda poderá completar a visita ao convento confortavelmente; evite apenas o percurso ao longo das muralhas exteriores.

Posso alterar a data da minha visita?

Contacte-nos por e-mail com pelo menos 48 horas de antecedência relativamente à data reservada e remarcaremos para qualquer data disponível no calendário do operador, sem custos adicionais. Com menos de 48 horas, alterações para a mesma semana poderão não ser possíveis, dependendo da disponibilidade do operador.

Há reembolso se não puder comparecer?

Os bilhetes são emitidos para uma data específica e não são transferíveis após emissão. Todas as vendas são definitivas. Se os seus planos mudarem, responda ao e-mail de confirmação com pelo menos 48 horas de antecedência relativamente à sua data e remarcaremos a sua visita para qualquer horário disponível no calendário do operador. Os únicos casos de reembolso são falhas da parte do operador, tais como um encerramento não programado.

Posso combinar Tomar com Batalha e Alcobaça num só dia?

Sim — os três são mosteiros portugueses classificados pela UNESCO, situados a cerca de uma hora de viagem uns dos outros no centro de Portugal. O clássico roteiro de um dia a partir de Lisboa, de carro próprio, contempla Alcobaça primeiro, Batalha a meio da manhã e Tomar à tarde, com regresso a Lisboa ao início da noite. Reservamos bilhetes para os três; responda à sua confirmação e trataremos do conjunto completo.