O que é a Charola?
A igreja templária redonda do século XII — o coração original do convento e o edifício que Gualdim Pais ergueu na década de 1180. Trata-se de um polígono de 16 lados que encerra um tambor central octogonal com altar, pintado e dourado no século XVI quando D. Manuel I acrescentou a longa nave manuelina ao seu lado poente. A Charola inspirou-se no Santo Sepulcro e na Cúpula da Rocha em Jerusalém — edifícios que os Templários conheceram da sua presença cruzada no Levante — e é uma das escassas igrejas templárias redondas na Europa.
O que é a famosa janela da Sala do Capítulo?
A Janela do Capítulo — a janela da Sala do Capítulo — é uma obra em pedra calcária lavrada na fachada oeste da Sala do Capítulo, executada no início de Quinhentos pela oficina de João de Castilho. Trata-se da peça de cantaria mais exuberante da arquitetura portuguesa e da janela mais fotografada do país: corais densos, cordas entrelaçadas, cabos de âncora, algas retorcidas, esferas armilares e a Cruz da Ordem de Cristo proliferam pela pedra calcária numa demonstração virtuosa da talhagem gótico-final. A janela celebra a riqueza marítima que financiou a expansão quinhentista do convento.
Porque tem o convento tantos claustros?
Cada geração de patronos acrescentou os seus. O Claustro do Cemitério e o Claustro da Lavagem são do século XV (sob o Infante D. Henrique). O Claustro de D. João III — o Claustro Maior, concluído em 1587 sob o mestre arquiteto Diogo de Torralva — é a obra-prima da arquitetura renascentista portuguesa. Outros claustros foram acrescentados sob D. Sebastião, o Cardeal-Rei D. Henrique e Filipe II de Espanha. Em conjunto, fazem do Convento de Cristo o complexo monástico com maior número de claustros em Portugal.
O castelo é separado do convento?
O castelo e o convento formam um único conjunto fortificado contínuo no alto da colina acima de Tomar. As muralhas e a torre de menagem do castelo templário do século XII envolvem os edifícios do convento; é possível percorrer as muralhas exteriores e visitar a torre de menagem com o mesmo bilhete. Os terrenos arborizados no interior das muralhas exteriores — a Mata dos Sete Montes — são de acesso livre e gratuito.
Quanto tempo demora uma visita?
Noventa minutos a duas horas cobrem a Charola, a nave e a janela do Capítulo, todos os oito claustros e a torre de menagem a um ritmo constante. Acrescente meia hora se quiser percorrer as muralhas, e mais tempo ainda para a mata dos Sete Montes e o aqueduto dentro das fortificações exteriores.
Qual é a melhor altura do dia para visitar?
A primeira hora após a abertura, numa terça, quarta, quinta ou sexta-feira. A Charola está no seu momento mais calmo e a luz no claustro grande é baixa e rasante. Os grupos de autocarro chegam a meio da manhã e diminuem depois das 15:00; os últimos noventa minutos antes do fecho são a segunda melhor janela, e a janela do Capítulo brilha com o sol do fim da tarde.
A igreja ainda se encontra ativa?
Não. A Ordem de Cristo foi extinta com todas as ordens religiosas de Portugal em 1834, e a Charola e a nave manuelina fazem agora parte do monumento com bilhete, não de uma paróquia ativa. Continuam a ser espaços consagrados, pelo que se agradece uma voz baixa dentro da rotunda.
É permitido fotografar no interior?
Sim, para uso pessoal, com a câmara na mão e sem flash. Tripés e qualquer sessão comercial exigem autorização combinada com o operador com antecedência. O interior pintado da Charola e a janela do Capítulo vista do terraço inferior são os dois enquadramentos que toda a gente quer.
O que é exatamente a Charola?
A Charola é o coração original do Convento de Cristo e o edifício que a maioria dos visitantes vem de mais longe para ver, uma igreja templária redonda construída no final do século XII, cujo oratório foi concluído por volta de 1160 sob o Grão-Mestre Gualdim Pais. É um polígono de dezasseis lados que encerra um tambor central octogonal rodeado por uma galeria deambulatória, tudo sob uma alta cúpula abobadada, com um desenho modelado a partir das estruturas circulares que os Templários conheciam em Jerusalém: a Igreja do Santo Sepulcro e a Mesquita de Omar, a Cúpula da Rocha. As igrejas templárias redondas são raras na Europa, o que faz desta um marco da arquitetura medieval. O Rei D. Manuel I mandou pintar e dourar o interior outrora austero a partir do início de 1500, e essa pintura quinhentista de santos, anjos e cenas bíblicas sobrevive substancialmente intacta até hoje, envolvendo a pedra numa cor que a maioria das rotundas românicas perdeu há séculos.
O que devo observar na janela manuelina da Sala do Capítulo?
A Janela do Capítulo do Convento de Cristo, esculpida por Diogo de Arruda entre 1510 e 1513, é a peça de cantaria mais fotografada de Portugal e a janela esculpida mais virtuosa da arquitetura portuguesa. Leia-a como um programa de emblemas marítimos: a esfera armilar que era o emblema pessoal de D. Manuel I, a Cruz da Ordem de Cristo que tremulava em cada vela de caravela, nós de corda e cabos de âncora, algas retorcidas, coral e motivos vegetalistas, tudo a fervilhar numa moldura de calcário de dois andares ladeada por colunas em forma de mastros de navio. Toda a composição celebra a Época dos Descobrimentos que a Ordem de Cristo financiou. Está voltada a poente, pelo que a luz do fim da tarde faz o calcário resplandecer a ouro, o momento ideal para a fotografar do terraço inferior. Afaste-se para ler os emblemas como uma só narrativa marítima, e não como um conjunto de talhas isoladas.
Porque é que o convento tem oito claustros?
Cada geração de mecenas acrescentou o seu próprio claustro ao Convento de Cristo, abrangendo os séculos XV a XVII, tornando-o o complexo monástico mais rico em claustros de Portugal. Os claustros do Cemitério e da Lavagem são quatrocentistas, construídos por volta de 1433 sob o Infante D. Henrique, o Navegador, quando este era grão-mestre da Ordem de Cristo. A obra-prima é o Claustro de D. João III, o grande claustro renascentista de dois pisos iniciado por Diogo de Torralva em 1557 e concluído por Filippo Terzi em 1591, uma rutura clássica deliberada com o exuberante manuelino da geração anterior e um dos mais belos pátios renascentistas da Península Ibérica. Percorrer os oito em sequência é, na prática, uma história ambulante da arquitetura portuguesa de cerca de 1400 a 1620, transitando do gótico austero, passando pelo manuelino joalhado, até à ordem clássica disciplinada, tudo dentro de um único recinto no alto da colina sobre Tomar.
Quanto tempo demora uma visita ao Convento de Cristo?
Reserve entre uma hora e meia e duas horas para fazer justiça ao Convento de Cristo. A Charola redonda e a longa nave manuelina ocupam a primeira meia hora; percorrer os oito claustros por ordem, com a devida atenção, acrescenta mais quarenta e cinco a sessenta minutos; a janela da Sala do Capítulo, a própria Sala do Capítulo e as muralhas medievais do castelo preenchem o resto do tempo. Os viajantes que leem todos os painéis interpretativos devem contar com duas horas e meia, e os fotógrafos que esperam pela luz do fim da tarde na Janela do Capítulo devem acrescentar ainda mais tempo. Se também percorrer a arborizada Mata dos Sete Montes dentro das muralhas exteriores, some mais trinta a quarenta e cinco minutos. O conjunto abrange trabalho românico, gótico, manuelino e renascentista ao longo de quatro séculos, pelo que um ritmo pausado é recompensador. Não há cafetaria no local, por isso coma em Tomar, na parte baixa, antes ou depois da visita, e chegue à hora de abertura para desfrutar da hora mais tranquila.
Existe um código de vestuário?
Não existe um código de vestuário formal. O Convento de Cristo é primeiro um monumento nacional e, em segundo lugar, uma igreja parcialmente consagrada — a Charola e a nave manuelina ainda são usadas para serviços ocasionais, mas já não são uma paróquia. Agradece-se vestuário modesto dentro da Charola, por ser o espaço mais reverente, mas roupa turística normal é perfeitamente aceitável em todo o lado. O calçado prático é mais importante do que tudo: o complexo é grande, os claustros e as muralhas do castelo envolvem bastante caminhada sobre pedra antiga, e a subida da vila até à porta é íngreme. Leve uma camisola, pois os interiores de pedra cobertos são frescos.
Há áudio-guia ou visita guiada?
As visitas guiadas são vendidas separadamente na bilheteira local, distintas do nosso produto sem filas — pergunte à entrada sobre o horário e idiomas do dia quando chegar. Como o convento acumula nove séculos de construção, desde a Charola templária do século XII ao claustro renascentista do século XVI, um guia ou um bom guia de viagem ajuda realmente a interpretar o que se vê. Existem painéis informativos por todo o lado, muitos nas salas do piso superior que agora albergam pequenas exposições. Se preferir ir ao seu ritmo, este guia do visitante e os painéis no local são suficientes para acompanhar a história principal sem ajuda.